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O Templo dos Sonhos

Nicola Goretti
Curador

Submergir na extraordinária obra da artista japonesa Mariko Mori significa repensar alguns dos elementos estilísticos e técnicos que a permeiam, sua carga poética ao longo de 20 anos de carreira, suas performances que questionam as identidades culturais e os pontos de encontro entre o Oriente e o Ocidente. Não se trata somente de um percurso estilístico, mas da compreensão do surgimento das culturas mistas unidas às correntes neo-conceituais que se projetaram com efervescência durante a década dos 90.

Mariko nasce em Tóquio em 1965, embora seja em Londres onde empreende seus primeiros passos como artista. Muitos abandonavam o Japão natal dirigindo-se para os centros de cultura ocidentais, procurando novas realidades que os afastassem das tradições e preconceitos próprios de uma cultura como a do Sol Nascente. Na realidade, tratava-se de libertar-se de uma parte importante da própria história, procurando novas objetividades e uma expressão consistente, individual. Começa seus estudos em Londres, no curso de História da Arte na Byam Shaw School of Art, na metade da década de 80, e posteriormente no Chelsea Colllege of Art. É aí que aprende alguns dos conceitos que a unem, pela primeira vez, à estética e as contradições do Ocidente. Seus trabalhos iniciais a encontram recolhida numa consciência primitiva, onde as tradições se manifestam por representações de forte subjetividade. Sucessivamente, aparecem as novas influências que a colocam frente a um método de criação mais mecânico e rigoroso, com a introdução de novas ferramentas tecnológicas em apoio a seu trabalho.

É neste ponto que a fotografia e o vídeo convertem-se nos portadores da imagem. São paisagens carregadas de atmosferas pessoais elaboradas com um olhar artificial, afastando-a das vanguardas históricas. A eletrônica, como meio de expressão incorporado à obra, fundará sistemas carregados de ficção e realidade, ao projetar seres imaginários e improváveis colocados no cenário quotidiano. São imagens híbridas de cores fortemente brilhantes (o uso do metal, o artificial) que completam este imaginário, enquanto que a natureza continua surpreendente, pulsante.

A utilização de sua própria imagem, que se repete durante estes anos na fotografia e na performance, deve-se ao fato que Mariko, antes da sua experiência na Inglaterra, havia trabalhado paralelamente como modelo e produtora de moda. Durante os primeiros anos é ela a protagonista de sua obra, representando-se sempre de maneira diferente e incorporando os distintos personagens que lhe interessam. Trata-se de instalações inusitadas e enormes fotografias de estética futurista, que lhe servem para evocar o neo-pop japonês e os elementos simbólicos que o compõem. Encarna figuras femininas, espaciais e ingenuamente provocativas, inspiradas nos seres dos videogames presentes no imaginário dos jovens japoneses daquela geração. Insiste no desejo de fazermos viver sua experiência utilizando o panorama hiper-realista daqueles anos. A retratada é a condição instável e mutável do ser, a evaporação da própria identidade. As paisagens que compõem a obra são de natureza kitch, tentando elaborar um catálogo de estereótipos de época que convivem com uma sociedade consumista e niilista, e com a ausência de qualquer referência ideológica.

Num segundo período, as obras fotográficas se afastam daquela realidade, incorporando uma dimensão New Age, onde o budismo se mescla com a tecnologia, e o estilo encarna encenações mais humanas e intimistas. O âmbito espiritual terminará por abarcar a obra, e as performances passarão a ser oníricas, coloridas e esotéricas. Serão paisagens interiores e infinitas, perguntando-se pelos limites do universo (e pela falta de limites). O espaço representado terá uma relação diferente com o corpo humano, e a paisagem se convertirá no território do improvável, uma fábula hiper-realista. Mori continuará progressivamente a trabalhar com as ferramentas da tecnologia, mas aqui com a única função de fazer arte. Continuará a representar-se, mas desta vez suspensa entre o terreno e o celestial, entre o sólido e o vácuo. Flutuará em direção a realidades próximas a uma arquitetura do inconsciente, onde o corpo, carnal e escultural, expressará a ambigüidade sexual e sua capacidade transformista. Os aspectos da personalidade humana serão mais íntimos, projetando-se a planos infinitos.

Numa de suas obras mais emblemáticas, composta por cinco painéis que compõem uma gigantesca e única fotografia, com o nome de Kumano, que também dá o título a outra vídeo-instalação da artista, um frondoso e mágico bosque é o lugar onde Mariko se auto-representa como uma sacerdotisa que reza, enquanto outra Mariko, por sua vez, parece celebrar uma dança ritual no centro da cena. No fundo, a presença de um templo de cor turquesa completa o relato. É o Dream Temple, o Templo dos Sonhos, inspirado no Yumedono, um edifício construído em 739 D.C. nas proximidades da cidade de Nara, no Japão. O edifício, de planta octogonal, mantém a sua função ancestral, estabelecendo a conexão entre o interior e o exterior, entre o material e o imaterial, entre o físico e o metafísico.

Sua última fase pretende afastar-se da auto-representação, com a intenção de aproximar o espectador de outra forma. Será ele próprio a encarnar, de maneira performática, os diferentes papéis. Trata-se de arquiteturas utópicas onde as paisagens surrealistas e de fantasia serão substituídos por arquiteturas interiores de forte carga emocional. Um idealismo construído, imaginário, que se combina com a imperfeição da vida e do corpo, procurando uma redenção por meio de uma consciência única, uma consciência do ser. Emula um ambiente construído sem tempo e sem espaço, arquiteturas que, apesar de provenientes de sua própria cultura, parecem estar disponíveis para todas as religiões e crenças. Aqui, o hiper-realismo e o surrealismo dos primeiros anos de trabalho, se convertem em mistério.

A escadaria marciana nos conduz ao interior do UFO, onde existem lugares confortáveis para recostar-nos. Podemos sentar ali, comodamente, enquanto permanecemos conectados entre nós, e com a máquina. A máquina está unida a nossas cabeças e corpos pelos cabos coloridos que elaboram o quadro dos nossos pensamentos, um “blue-print” de nossas emoções. É um lugar onde não existe passado, nem futuro, e sequer presente. A parede côncava que nos abriga projeta uma série de imagens contínuas de bolhas coloridas, que permanecem em movimento dentro de continentes aquáticos de densidade variável, enquanto as tonalidades e as cores se alteram com estranha rapidez.

É um desenho do nosso próprio DNA, um registro secreto e intransferível. A artista nos fala sobre a consciência universal, uma consciência composta pelas partituras de uma linguagem abstrata de nossos sentimentos. Um não-lugar, onde a felicidade torna-se possível, onde os territórios não precisam ser conquistados.

para Susana Ditisheim

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