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Uma xamã contemporânea

Donatella Natili Farani

Conheci Mariko Mori em 2006, por ocasião de sua primeira vinda a Brasília, uma das locações de seu trabalho “Beginning of the End”. Nele, incorporando obras iniciais de sua carreira, principalmente as performances, a artista se retrata deitada em uma cápsula transparente diante de 13 cidades diferentes, as quais ligam, através de um tempo transcendental, mais do que cronológico, o Ocidente ao Oriente.

A imagem da artista – construída com efeito nos mínimos detalhes: os trajes simples e necessariamente brancos, os cabelos em coques estruturados, a postura hierática e serena, a fala lenta e o sorriso gentil – logo me trouxe à mente uma figura ancestral xintoísta, conhecida como Miko, a sacerdotisa ou xamã que antigamente servia em santuários daquela religião. Essa identificação, quase uma metalinguagem corporal, nas obras de Mariko Mori, todavia, não resulta apenas em uma apropriação superficial e inconsistente de certa tradição cultural, conforme acontece com muitos artistas do Neopop japonês. Trata-se, diferentemente, da incorporação na própria arte de todo um universo de valores espirituais e religiosos, os quais, em sua complexidade, remetem a uma visão particular de mundo e a uma concepção japonesa da natureza e do significado da vida, reelaboradas em chave contemporânea.

A influência do budismo já se encontra em obras inovadoras e tecnicamente ambiciosas do começo de sua carreira, como “Enlightenment Capsule” (1998) ou “Dream Temple” (1997-1999). Na história do pensamento japonês, a filosofia budista, com sua débil resistência à difusão de ideias científicas, tem contribuído, sob muitos aspectos, criando condições favoráveis para a espetacular transformação moderna do Japão. Mariko Mori apropria-se de algumas das intuições originais dessa filosofia para criar obras em que espiritualidade, tecnologia e novos meios de expressão se unem para alcançar uma nova consciência de si e do mundo. Em “Transcircle” (2004), por exemplo, a artista tenta superar a noção de karma e do ciclo incessante de vida e morte. As pedras pré-históricas, colocadas em círculo, têm uma composição multimídia que lembra as mandalas: a representação do processo pelo qual o cosmo se formou a partir do seu centro e que permite, por meio de um articulado simbolismo, uma espécie de viagem de iniciação em busca do crescimento espiritual. A ordem contida em uma colocação aparentemente ilógica encarna a ideia de cosmo. Essas pedras poderiam ser imaginadas como antenas que nos ligam a uma nova dimensão espacial, na qual podemos ser libertados do ciclo natural de vida e morte.

Em “Miko No Inori” (1996) – a prece de uma Miko –, um de seus primeiros trabalhos de videoinstalação, que registra uma performance realizada no aeroporto de Kansai, a artista começou a utilizar esse elemento da cultura japonesa em chave futurista. O vídeo reproduz Mariko Mori como uma brilhante personagem dos mangás, enquanto manipula uma bola de cristal com mínimos movimentos das mãos e, ao mesmo tempo, canta uma música que repete ad infinitum: “As palavras se fundem e tornam-se uma”, indicando uma precisa alusão aos mantras budistas. Assim, a aplicação da alta tecnologia contemporânea à mitologia antiga cria uma série de entidades efêmeras que flutuam na aura evanescente produzida pela tecnologia digital. Sua habilidade é utilizada para tornar verdadeira a fantasia da encarnação do divino em uma mulher de traços virginais.

O fascínio de Mariko Mori pela criação de personagens artificiais e a sua obsessão pelo detalhe devem-se, provavelmente, à experiência de estudo no Bunka Fashion College, de Tóquio. Naquele período, ela estudou desenho e moda e também atuou como modelo, certamente uma experiência preciosa que a ajudou na arte de recitar. Em 1988, ela mudou-se para Londres, onde freqüentou a Chelsea College of Art. Nesse período, o foco de seu trabalho mudou da moda para a arte. Em seguida, inscreveu-se no Programa de Estudo Independente do Whitney Museum of American Arts e, então, iniciou sua produção artística.

Embora Mariko Mori nunca tenha se relacionado com a comunidade artística de Tóquio, sua cidade natal, esta se tornou recorrente nos cenários de seus primeiros trabalhos fotográficos. A utilização de imagens digitais e de técnicas de impressão de vanguarda permitiram-lhe a criação de efeitos novos e uma fusão de estilos diferentes. Na grandiosa imagem de “Empty Dream” (1995), a simulação é enfatizada com a vista de uma praia artificial da periferia de Miyazaki, na qual, com clara alusão irônica à sociedade japonesa, algumas sereias brincam entre as pessoas, as quais, acostumadas a fingir que estão em uma praia real, com sol e areia artificiais, continuam se comportando como turistas normais. Os ricos detalhes e as enormes dimensões dessa imagem (304,8 cm x 640,1 cm x 7,6 cm) são sugestivos do potencial narrativo dessas fotografias gigantescas e do poder imaginativo da artista, que antecipa cenários ainda mais impactantes, como a vídeoinstalação “Kumano” (1998).

Nessa obra, Mariko Mori continuou trabalhando com a busca de um simbolismo espiritual, propondo uma meditação sobre o alcance de uma dimensão interna superior. Kumano é o nome de uma floresta japonesa na qual há uma cachoeira considerada tradicionalmente um lugar sagrado da religião xintoísta e meta de peregrinação desde a Antiguidade. Já no século XII, os imperadores japoneses viajavam de Quioto para Kumano, percorrendo um caminho sagrado a fim de prestar homenagem às divindades do lugar. No vídeo, Mariko Mori tenta re-propor a experiência mística vivenciada durante uma visita a esse lugar. A obra alcança o momento mais alto da interpretação da tradição por parte da artista e a incorporação nos espaços performáticos de sua própria visão de futuro e utopias. Já desde a escolha de Kumano como locação do vídeo, a obra assumiu qualidades místicas.

Em “Kumano”, Mariko Mori interpreta três divindades imaginárias colocadas em diferentes momentos e contextos: a primeira é a personificação da raposa, um animal mítico japonês que, levando o seu pelo nas costas, foge da câmera e se esconde na floresta; a segunda é uma sacerdotisa em elegante quimono e ornamentos preciosos, que realiza um ritual diante da cachoeira sagrada; e a terceira é uma mulher cibernética que realiza uma cerimônia do chá, enquanto uma espécie de bolha, que representa um estado profundo de consciência, roda e flutua em volta dela. “Kumano” é bastante crível em termos de espiritualidade ritual, mas, ao mesmo tempo, é possível identificar nesta obra o senso jocoso da artista em manipular os símbolos religiosos com o objetivo de levar-nos à busca de um significado espiritual da vida. O vídeo faz confluir, simultaneamente, as três correntes de pensamento tradicionais japonesas: o xintoísmo, o budismo e o zen. Em Mariko Mori, a apropriação do xintoísmo, em particular, se reconhece sobretudo em sua profunda reverência pela natureza, não apenas concebida como viva, mas como encarnação da divindade. A mesma palavra “natureza”, shizen em japonês, significa “o que tem leis em si mesmo”, ou seja, o que é autônomo, espontâneo, vivente.

Em “Oneness” (2003) e “Wave UFO” (2003), essas concepções se ampliam até envolver todo o universo, visionando uma utopia otimista de união planetária. “Oneness” foi concebido como uma introdução mais figurativa aos conceitos desenvolvidos em “Wave UFO”. Os alienígenas são uma metáfora do estranhamento dos indivíduos de culturas diferentes, embora com as mesmas características como seres humanos. Em “Wave UFO”, essas intuições ampliam-se na profunda compreensão de que os indivíduos não representam unidades autônomas, mas são interligados por meio de suas vidas e pensamentos. Ao contrário da dualista concepção ocidental do cosmo, aqui se tem a ideia de que os seres humanos, a natureza e toda a criação são hipóstases de uma imensa circulação cósmica.

Após a experiência de vida em Londres e em Nova York, Mariko Mori foi naturalmente levada a questionar sua identidade japonesa e a buscar as próprias raízes culturais nas especulações mais arcaicas e originais de seu país. Em sua rica e variada obra, a artista enfrenta o dilema de ser japonesa e, simultaneamente, estar inserida em um contexto multicultural, pela exploração dos próprios desejos e pela busca incessante por uma coexistência harmônica entre a cultura tradicional japonesa e a ocidental.

A sua arte e o sucesso alcançado pelo mundo afora mostram como a artista tem superado os aspectos negativos de ter de se afirmar na complexidade de uma cultura híbrida, fora do contexto artístico de seu país, e como tem conseguido transmitir valores universais e uma nova e harmônica visão de vida.

Donatella Natili Farani: graduada em Língua e Literatura Japonesa Moderna pela Universidade La Sapienza de Roma. Pós-graduada na Universidade Meiji de Tóquio, é professora de Literatura Japonesa no Departamento de Teoria Literária da Universidade de Brasília.

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